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Série A obtém importante vitória na manutenção de barracão

logo-lierjO movimento realizado pelas agremiações da Série A, liderado pela Lierj, visando oferecer condições básicas para que as escolas possam desenvolver o Carnaval de 2019 com qualidade e tranquilidade obteve uma importante vitória nesta quarta-feira (8). Em decisão liminar concedida pelo desembargador Plinio Pinto Coelho Filho, da 14ª Câmara Cível da Comarca da Capital, foi suspensa a decisão anterior da 10ª Vara Cível que determinava o despejo imediato do G.R.E.S. Unidos do Porto da Pedra do espaço em que fabrica os desfiles há vários anos.

Apesar de ter a ciência de que o processo ainda não está extinto, a Liga comemora o fato de ter imperado o bom senso na nova decisão, oferecendo o respeito necessário que, não só a agremiação específica, como o mundo do samba merece.

A Lierj ressalta que ainda considera a situação envolvendo os barracões da Série A como crítica, uma vez que outras cinco agremiações já foram despejadas e outras duas, além da Porto da Pedra, correm o mesmo risco. Com isso, a Liga reafirma que não vai descansar enquanto não for solucionado o problema de forma definitiva, fato que só vai se concretizar quando for cumprida a promessa do poder público em construir uma Cidade do Samba 2 para as escolas.

Além disso, a Lierj manifesta um profundo agradecimento aos sambistas, foliões e admiradores do Carnaval da Série A que, não só entenderam a urgência da questão, como também vêm demonstrando um imenso apoio e carinho através de mensagens nas redes sociais.

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Nota oficial – caso envolvendo barracões da Série A recebe novo revés

O presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, Renato Thor, esteve reunido novamente nesta semana com o presidente da Riotur, Marcelo Alves, para cobrar uma posição da entlogo-lierjidade no caso envolvendo os barracões das escolas de samba da Série A, uma vez que já havia passado três meses desde a solicitação de um terreno na Avenida Brasil sem que qualquer retorno concreto fosse efetivado.

Apesar do longo tempo decorrido, da Lierj reunir todos os documentos necessários e responder com agilidade as solicitações recebidas, a Prefeitura negou a cessão do espaço, onde existia a promessa de construção de uma futura Cidade do Samba 2. Uma das agremiações desabrigada, inclusive, já havia levado as alegorias para lá, na esperança da palavra do poder público ser honrada e poder, finalmente, começar a trabalhar.

Ainda durante o encontro, a Riotur prometeu, agora, verificar junto à Prefeitura a disponibilidade de outro terreno, desta vez na Avenida Presidente Vargas, para abrigar as agremiações que estão sem local para construir o Carnaval. Embora tenha ciência da gravidade do problema, porém, não foi dado um prazo para o caso ser solucionado e nem fornecido um plano alternativo para que as agremiações pudessem, ao menos, iniciar as atividades visando o Carnaval de 2019.

Vale ressaltar, ainda, que os processos de despejo movidos pela Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (CDURP), um órgão municipal, vinculado à própria Prefeitura do Rio, seguem em curso. Ao todo, cinco escolas de samba da Série A já foram despejadas e outras três correm o mesmo risco de não ter um local para levar as alegorias e, muito menos, para desenvolver o desfile de 2019.

Em meio ao novo revés, a diretoria da Lierj se reuniu nesta terça-feira (7) com os presidentes das 13 agremiações para discutir medidas urgentes que possam ser tomadas, uma vez que o tempo vai passando, o Carnaval se aproximando e a situação ficando cada vez mais crítica. A Liga seguirá empenhada em encontrar, junto às escolas de samba, alternativas para que o impacto seja minimizado.

A Lierj reafirma o apoio às agremiações que, de forma digna e competente, não medem esforços para realizar trabalhos artísticos que movimentam comunidades carentes e divulgam o Rio de Janeiro para o mundo, fomentando a cultura e impulsionando o turismo, mesmo que, muitas vezes, não recebam a atenção merecida do poder público.

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Nota oficial – escolas da Série A estão sendo desalojadas

logo-lierjEstamos no segundo semestre de 2018 e a situação dos barracões das escolas de samba da Série A fica a cada dia mais crítica. Cinco agremiações já foram desalojadas: Alegria da Zona Sul, Unidos de Bangu, Inocentes de Belford Roxo, Acadêmicos de Santa Cruz e Acadêmicos do Sossego, além da Unidos do Porto da Pedra, que já está com ordem de despejo e sem local para levar as alegorias. No mesmo caminho, a Rocinha também vem sendo processada, assim como há um sério risco para a Renascer de Jacarepaguá.

É extremamente preocupante observar que as desocupações vêm ocorrendo sem qualquer tipo de planejamento por parte do poder público e da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto, responsável pela maior parte das ações de despejo.

Até o momento, o que vem sendo notado é que as escolas estão sendo removidas e jogadas ao relento, sem que haja a indicação de outros espaços para que os carros alegóricos e os materiais possam ser preservados e transferidos, de forma que os trabalhos continuem sem prejuízo ao Carnaval da Série A do Rio de Janeiro e, consequentemente, aos artistas que vivem dessa manifestação cultural.

Sabe-se que a CDURP, inclusive, já agendou reuniões com Polícia Militar, CET-Rio, Comlurb, Defesa Civil, SECONSERMA, Superintendência Regional do Centro, Guarda Municipal e outros órgãos para desocupar o barracão da Unidos do Porto da Pedra.

O receio maior é que ocorra algo semelhante ao drama já observado nessa quinta-feira (2), quando uma viatura da Polícia Militar chegou ao espaço onde estão a Santa Cruz e a Inocentes com um oficial de justiça executando a ordem de despejo imediato.

Vale ressaltar, ainda, que vêm sendo comuns os casos de incêndios envolvendo barracões da Série A. Só neste ano, por exemplo, o fogo já destruiu alegorias e trouxe incontáveis prejuízos para escolas como Porto da Pedra e Unidos da Ponte.

Após muita procura e insistência por parte da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, a Riotur havia prometido em maio viabilizar junto à Prefeitura a cessão de um terreno para que as escolas de samba pudessem realizar os trabalhos em segurança e em condições dignas. A Lierj já oficializou o pedido e efetuou todos os procedimentos indicados, porém, até o momento, ainda não teve um retorno concreto.

Nunca é demais recordar que, no Carnaval de 2018, a verba (que já sofrera um corte de 50% e um impacto direto de 75% no valor total) só foi liberada a menos de duas semanas para os desfiles. Na ocasião, houve uma promessa da Riotur para que as conversas fossem antecipadas e esse problema não se repetisse no ano seguinte.

Enquanto isso, já estamos em agosto e a maioria das escolas de samba da Série A sequer possuem um local para construir o Carnaval.

A Lierj ressalta que, além de estar acompanhando tudo de perto, manifesta total apoio e suporte às agremiações, além de não medir esforços para que as promessas do poder público sejam cumpridas e o Carnaval da Série A não seja ainda mais prejudicado.