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Nota de pesar – Beth Carvalho

bethA Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro recebeu com grande pesar a notícia da morte da sambista Beth Carvalho, nesta terça-feira (30), aos 72 anos. A artista foi um ícone da música brasileira e deixa um enorme legado de sucesso.

Sempre presente nos desfiles da Série A, Beth foi homenageada em 2017 através do enredo da escola de samba Alegria da Zona Sul.

A Lierj manifesta os mais sinceros sentimentos aos familiares e entes queridos da “madrinha do samba”.

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Lierj segue responsável por organizar o Carnaval da Série A; entidade condena ataques infundados

logo-lierjA Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro reitera ser, desde maio de 2012, a única entidade responsável por organizar os desfiles da Série A, realizados na sexta-feira e no sábado de Carnaval, no Sambódromo carioca. Sendo assim, a diretoria da Lierj, democraticamente eleita pelas agremiações e representantes, não reconhece qualquer movimento isolado que visa puramente chamar a atenção, sem qualquer argumentação coerente que justifique eventuais rompimentos.

Vale ressaltar que não são poucos os tópicos irracionais que ditam a criação do que seria uma nova Liga, batizada de maneira bastante “criativa” como “Liga-RJ”. Os autoproclamados dirigentes, que não possuem legitimidade para tomar nenhuma decisão em prol do grupo, confundem de forma maldosa os objetos de acusação, direcionando questionamentos para quem está totalmente em dia com as obrigações que regem o estatuto, fato comprovado pelo poder público e pelos apoiadores, que jamais aportariam recursos caso tivesse ocorrido qualquer tipo de dúvida ou irregularidade ao longo de sete carnavais de enorme sucesso de crítica e público. Os próprios “líderes” de tal movimento oposicionista têm total ciência da normalidade da situação, uma vez que, ao longo de todos os anos em que fizeram parte da entidade, jamais protocolaram nenhuma queixa ou pedidos de esclarecimento, o que deixa mais do que claro tratar-se, agora, de ações puramente aproveitadoras para corresponder ao desejo de uma minoria de chegar ao poder e, assim, atender a vontades individuais a qualquer custo.

Infelizmente, o mesmo compromisso com a seriedade que sempre guiou a administração da Lierj não pôde ser observado em outras entidades, cujos atos obscuros deixaram os grupos de acesso do Rio de Janeiro à beira do declínio. Indaga-se, por exemplo, a localização da prestação de contas e de diversos documentos esclarecedores dos anos em que a Lesga dirigiu os até então grupos de acesso A e B. A antiga Liga das Escolas de Samba do Grupo de Acesso tinha como presidente, durante todo o período, o Sr. Reginaldo Gomes, também presidente da Inocentes de Belford Roxo, e foi extinta em 2012 após uma série de denúncias sobre irregularidades que seguem até hoje sem respostas.

Além disso, não é de se estranhar no grupo que seria “dissidente” a presença de pessoas com cargos e ligações publicamente estreitas, simultaneamente, com a Liga Independente das Escolas de Samba do Brasil e com agremiações que foram campeãs da Série B nos últimos quatro anos de maneira totalmente contestável. O próprio presidente da Liesb, Gustavo Barros, chegou a frequentar reuniões plenárias na Lierj como representante de escola recém-promovida do grupo que administra. Tais ações só corroboram a desconfiança crescente de sambistas, foliões, influenciadores digitais e jornalistas especializados com os grupos da Intendente Magalhães, uma vez que não é raro ver desfiles irretocáveis e premiados serem sumariamente rebaixados, em vez de ocuparem posições condizentes com o que apresentaram.

Ao contrário do que preza a ética, o bom senso e, principalmente, o respeito com os profissionais e desfilantes que tanto se doam ao Carnaval, a Liga supracitada não demonstra qualquer interesse em ser transparente, uma vez que a formação do corpo de jurados e o respectivo desenvolvimento do julgamento é cercado por mistérios. Não há qualquer registro na mídia ou na Internet que esclareça os respectivos nomes e critérios utilizados para avaliações, assim como a maneira em que foram designados a cada módulo, para onde as notas são levadas após o término dos desfiles, como são transportadas até a apuração e, principalmente, os motivos que levaram a cada pontuação, através de justificativas escritas. Essas situações colocam em xeque, por exemplo, a ascensão de escolas tidas nos bastidores como pertencentes a um mesmo dono, como G.R.E.S. Unidos de Bangu, G.R.E.S. Acadêmicos do Sossego, G.R.E.S. Unidos da Ponte e G.R.E.S. Acadêmicos de Vigário Geral, cuja desconfiança é ainda mais enfática, com diversas agremiações da Série B vindo procurar a Lierj para relatar fatos estarrecedores. Sendo assim, a filiação do Vigário Geral não será aceita até que sejam feitos os devidos esclarecimentos.

Nunca é demais recordar, ainda, que dirigentes dessas duas instituições, Lesga e Liesb, antes de liderarem a criação da ilegítima “Liga-RJ”, já tinham tentado chegar ao poder de maneira irregular na própria Lierj, tentando convocar assembleias em desacordo com o estatuto. Tal convocação foi invalidada pela Justiça, que determinou uma multa no valor de R$ 500 mil, sob pena de prisão, em caso de descumprimento. O grupo, liderado pelo presidente do Conselho Deliberativo da Liesb, que também é dirigente do G.R.E.S. Unidos de Bangu e das demais escolas oriundas da Série B nos últimos anos, chegou a recorrer, recebendo novamente parecer desfavorável. Na decisão, o desembargador Pedro Saraiva de Andrade Lemos ressalta que “a alegação de que o Sr. Sandro Avelar seria procurador dotado de poderes para transigir por dez agremiações associadas não restou minimamente comprovado pelo agravante”.

Por fim, causa surpresa a composição de eventual vice-presidência pelo Sr. Fabio Montibelo, uma vez que é também presidente do G.R.E.S. Unidos do Porto da Pedra e já havia enfatizado repetidas vezes em entrevistas que não ocuparia qualquer cargo em Liga por considerar tal fato “imoral”. O caso é ainda mais peculiar na medida em que o dirigente quer mandar ao lado do Sr. Wallace Palhares, presidente do G.R.E.S. Acadêmicos do Sossego durante todo o período em que a escola esteve na Série A e que nem no grupo estaria atualmente por ter sido rebaixada em 2018, como a última colocada, tendo permanecido no grupo apenas pela piedade das coirmãs.

Em síntese, a Lierj realça o compromisso com os sambistas e com as agremiações para seguir realizando o trabalho honesto e competente que tanto gerou frutos e consolidou a Série A como um verdadeiro sucesso, fato ratificado pela opinião pública e pelos parceiros que conquistou ao longo dos anos, como a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), a TV Globo e tantos outros que voltaram a acreditar em um grupo de acesso após várias décadas. A entidade garante que seguirá agindo conforme a ética e a transparência, sempre respeitando a lei e o Estatuto Social, e que tomará as providências cabíveis contra qualquer tipo de ofensa, tentativas baratas de desestabilização e acusações infundadas. A diretoria da entidade segue com total tranquilidade, pois sabe que o sambista não é bobo e sabe avaliar todos os fatos com inteligência, em vez de cair em contos ou historinhas.

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Nota oficial – Renato Thor segue na presidência da Lierj

logo-lierjCaros sambistas e foliões,

No dia 28 de março, manifestei publicamente a minha vontade de não continuar na presidência da Lierj. Naquele momento, apesar de ter a total convicção na realização de um bom trabalho, achei por bem encerrar o meu ciclo na administração da entidade. Como sempre deixei muito claro, não me preocupo com cargos ou escalões. Por isso, ao tomar ciência da insatisfação de algumas escolas de samba, achei por bem tomar aquela atitude, justamente para não atrapalhar o crescimento que tanto batalhamos para viabilizar na Série A.

Desde aquele anúncio, porém, acabou sendo revelado um cenário completamente diferente daquele que imaginávamos. Antes mesmo que pudéssemos iniciar os trâmites burocráticos para que eu e minha diretoria deixássemos oficialmente a Liga e encaminhássemos uma transição salutar para um novo gestor, começou uma leviana busca pela cadeira, com tentativas ilegítimas de tomada do poder. Em vez de serem seguidas todas as etapas legais, foram realizados atos que buscavam atropelar a lei, a ética e o bom senso. No lugar em que deveriam estar ideias e projetos para que a Série A continuasse a evoluir, como vínhamos promovendo ano a ano, pudemos observar discursos vazios, carregados apenas por ofensas pessoais e, principalmente, por críticas e acusações infundadas, plantadas de maneira irresponsável em veículos de comunicação regionais.

Foi quando percebi que não se tratava da insatisfação de agremiações com o modelo de gestão em vigor, mas sim de uma ambição pessoal para ascensão ao comando. Ficou muito claro que os objetivos eram puramente individuais e nem de longe contemplariam as escolas de samba e seus segmentos, enfraquecendo aquele produto cultural que vem sendo lapidado com tanto carinho e alcançou resultados tão expressivos nos últimos anos.

Essa mesma percepção vem sendo incessantemente compartilhada por sambistas, desfilantes, espectadores, trabalhadores e militantes do Carnaval. Seja em eventos de samba, nas quadras das agremiações ou através das redes sociais, todos começaram a expressar o mesmo receio com o futuro da Série A.

Diante de todos os fatos, não posso ignorar a preocupação de milhares de foliões que seriam diretamente afetados por ações precipitadas que certamente causariam um retrocesso no espetáculo. Corre em minhas veias o sangue de um sambista na mais pura essência, cria de comunidade, apaixonado por Carnaval. Não posso virar as costas diante de tantos pedidos sinceros de pessoas apreensivas por conta de anseios isolados que poderiam, inclusive, colocar em risco a realização dos desfiles de sexta-feira e de sábado. Por isso, em prol de uma Lierj que foi construída na base da honestidade, da competência e do coletivo, com o objetivo de fortalecer as escolas de samba, aproximando o público de um produto atrativo, recheado de beleza, criatividade e samba no pé, informo que, por ora, não protocolarei a carta de renúncia e retomarei as atividades como presidente da Liga, buscando a união entre aqueles que realmente têm boas intenções para o grupo.

Vale ressaltar que eu e minha equipe seguiremos trabalhando naquilo em que sempre fomos pautados, com total transparência e conformidade com o que rege o estatuto, devidamente corroborado e assinado pelas escolas de samba. Esse lema será sempre levado em conta, até que chegue o dia em que o ciclo esteja completo e o Carnaval da Série A bem encaminhado para seguir na trilha do sucesso.

Atenciosamente,

Renato Thor
Presidente
Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro