“Fatumbi, a ilha de todos os santos” é o enredo da União da Ilha para 2021

A União da Ilha do Governador, que em 2021 vai desfilar pela Séria A da Lierj, anunciou seu enredo para o próximo Carnaval. A escola presidida por Djalma Falcão vai levar para a Marquês de Sapucaí o tema “Fatumbi, a ilha de todos os santos”.

Em evento restrito, o G.R.E.S. Estácio de Sá lançou o seu enredo para o próximo carnaval

O Berço do Samba reeditará o samba enredo de 1995. “Cobra Coral, Papagaio Vintém. #VestiRubroNegro não tem pra ninguém” será desenvolvido pelos carnavalescos Wagner Gonçalves e Mauro Leite.
Na presença de Marcos Braz, diretor de futebol do Flamengo, o presidente da agremiação, Leziário Nascimento, anunciou o enredo.

“A direção sugeriu a reedição do samba enredo porém o desenvolvimento terá um novo olhar, inclusive com as conquistas mais recentes do clube”, disse Wagner Gonçalves, carnavalesco do Berço do Samba.

Ao ser perguntado sobre a responsabilidade de unir duas paixões do sambista carioca, Mauro Leite, também carnavalesco da Estácio de Sá, respondeu:

“O enredo facilita o trabalho, porque as pessoas já são apaixonadas por samba e futebol, por outro lado há o desafio de trazer algo novo”

Com o objetivo de trazer o samba enredo para atualidade e a narrativa do enredo para uma linguagem contemporânea, o verso que citava o centenário do clube será substituído por “Campeão da nova era”. Confira a letra completa.

O céu rasgou
Na noite que reluzia
Um show de estrelas
Brilhou nos olhos
De um novo dia
A poesia
Enfeitada de luar
Encantou o Estácio (ó paixão)
Paixão que arde sem parar

É Mengo tengo
No meu quengo é só Flamengo
Uh! Tererê
Sou Flamengo até morrer

Seis jovens remadores
Fundam o grupo de regatas
Campeão o seu destino (ô)
É ganhar em terra e mar
Fazendo sol
Pode queimar, pode chover
Vou ver Fla-Flu
Fla-Vas vou ver
Diamante negro, Fio Maravilha
Domingos da Guia, Zizinho, Pavão
Gazela negra
Corre o tempo no olhar
Será que você lembra
Como eu lembro o Mundial
Que o Zico foi buscar
Só amor
Na alegria e na dor (ô ô)
Parabéns dessa galera
Campeão da nova era

Cobra-Coral
Papagaio Vintém
Vesti rubro-negro
Não tem pra ninguém

Composição: Adilson Torres / Caruso / David Correa / Deo

Adaptação 2021: Departamento Musical G.R.E.S. Estácio de Sá

Rodrigo Pacheco assume como Superintendente de Carnaval da Lierj

Em meio à pandemia causada pelo novo coronavírus e as incertezas que cercam o próximo Carnaval, a LIERJ (Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro) vem buscando ajustar e estruturar sua equipe visando os trabalhos. Na manhã desta quinta-feira, 15, o Presidente Wallace Palhares anunciou Rodrigo Pacheco como Superintendente de Carnaval da instituição que administra os desfiles das Escolas de Samba da Série A.

– Eu sempre disse que o Carnaval precisa ser repensado e acredito muito que este seja o momento ideal. Precisamos encarar este período de incertezas e trabalhar focado no novo Normal. Vejo sempre o lado positivo das coisas e talvez essa seja a virada de chave que há tempos o carnaval precisa. Sou movido a desafios e tenho certeza de que faremos um grande avanço com a Lierj – Destacou Rodrigo.

Rodrigo Pacheco é conhecido no mundo do samba por ter desempenhando um trabalho de destaque, primeiro como Diretor Administrativo e posteriormente como Vice-Presidente Executivo da Mocidade Independente de Padre Miguel.

Mangangá é o título do enredo do Império Serrano para o próximo Carnaval

O Império Serrano vai levar para a Marquês de Sapucaí, no próximo Carnaval, o enredo Mangangá, que vai contar a história de vida de Manoel Henrique Pereira, capoeirista baiano conhecido como Besouro Mangangá, célebre através de mitos e lendas dentre as quais as que diziam que lutava com o auxílio dos orixás.

O tema é de autoria do Carnavalesco Leandro Vieira, que abordará aspectos próprios da cultura afro-brasileira no exato instante em que o racismo e o preconceito são pautas contemporâneas e a construção de heróis negros no imaginário coletivo se faz urgente.

– ‘Mangangá’ é lançado no dia sete de setembro em função da data remeter a um certo patriotismo no imaginário coletivo. Vivemos um momento de disputa de narrativa e um capoeirista que lutou contra esse Brasil que ainda hoje tenta impor seus desmandos em nossa estrutura social é símbolo do patriotismo que me interessa. Por isso ele é apresentado como o enredo da Serrinha. Pra mim, Besouro é a extensão de uma linha de enredos muito específica do império. De uma escola íntima com as matrizes africanas, de terreiro, luta, resistência e trabalho – conta Leandro Vieira.

Besouro nasceu em Santo Amaro/Bahia, no ano de 1895, sendo o principal líder da luta contra a permanência do pensamento escravagista nos primeiros anos após a abolição. Para alguns, herói. Para outros, um marginal arruaceiro que fazia da capoeira sua arma contra os desmandos sociais. Não à toa, foi assassinado no arraial de Maracangalha, vindo a falecer em 1924.

Lierj e Ação da Cidadania fazem doações para Escolas de Samba Mirins e casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira da Série A

Em mais uma demonstração de cuidado com todos que fazem parte do contexto de seu carnaval, a Diretoria da LIERJ (Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro)  entregou, na manhã desta segunda-feira (17), aos representantes do Projeto Bailado Solidário, os alimentos e produtos de higiene que foram doados pela ONG Ação da Cidadania e serão destinados aos casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, além de escolas de samba mirins, ligadas a agremiações da Série A.
– É um momento realmente complicado e quanto mais pudermos ajudar aqueles que mais precisam, será importante. Agradecemos aos parceiros da Ação da Cidadania e parabenizamos o Diogo Jesus pela iniciativa do projeto Bailado Solidário, que vai receber a doação – destacou Bruno Tetê, Diretor Social da Lierj.
Foram doadas 5 toneladas de alimentos e produtos de higiene, que serão entregues às escolas de samba mirins Nova Geração da Estácio, Infantes do Lins e Império do Futuro, além dos 15 casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira que representam os pavilhões das agremiações filiada à Lierj.

Mussum será o enredo da Lins Imperial para o próximo carnaval

Nós últimos carnavais, a Lins Imperial optou por fazer homenagens a personalidades do samba. Para o próximo carnaval, não será diferente. Com o enredo “Mussum pra sempris – traga o mé que hoje com a Lins vai ter muito samba no pé!”, a escola se propõe a homenagear Antônio Carlos Bernardes Gomes, o eterno Mussum.

Retornando ao Sambódromo, a agremiação aposta num enredo que mexa com o coração e a identidade da comunidade. Mussum, embora tenha levado consigo o nome da Mangueira, nasceu no Morro da Cachoeirinha, uma das comunidades do Complexo do Lins.

A escolha da homenagem a Antônio Carlos começou a ganhar mais força após Raphael Homem e Mateus Pranto, enredistas e diretores culturais da Lins Imperial, comentarem, em uma das lives do “De casa com a Lins”, sobre a importância da comunidade conseguir se identificar com o enredo proposto pela escola. “O retorno à Marquês de Sapucaí também pode significar o reencontro da agremiação com o seu público, sua gente”, explicou Raphael Homem.

Antônio Carlos nasceu na Cachoeirinha e, como tantas outras pessoas, aprendeu a se virar para sobreviver. “Mussum aprendeu a ter muitas faces, dividindo-se em muitas tarefas e as fazendo de forma exemplar”, disse Mateus Pranto.

A ideia é mostrar ao público as muitas facetas do grande artista que foi Antônio Carlos, muitas vezes ofuscado pelo Mussum, o trapalhão. “Será uma boa oportunidade, para quem acompanhou a sua trajetória, de matar a saudade do artista. Para a geração que o conheceu por meme, de aprender sobre a importância do artista para a música, para o cinema e para a televisão”, complementaram os diretores.

O enredo “Mussum pra sempris – traga o mé que hoje com a Lins vai ter muito samba no pé!” será desenvolvido pelos carnavalescos Eduardo Minucci e Rai Menezes.

Inocentes de Belford Roxo define enredo para 2021

No último dia 11 de julho, a Inocentes de Belford Roxo realizou uma live para comemorar seu aniversário e divulgar o enredo que levará para a Marquês de Saúcai no próximo Carnaval. O tema ‘A Meia Noite dos Tambores Sileciosos’ será o enredo desenvolvido pelo carnavalesco Lucas Milato.

Em Cima da Hora vai reeditar enredo “33 – Destino Dom Pedro II” de 1984 no próximo Carnaval

A Em Cima da Hora divulgou na noite desta sexta-feira, através de live realizada com show de segmentos da escola, o seu enredo para a o carnaval 2021. Reeditando o popular samba de 1984, a azul e branca de Cavalcanti vai trazer o enredo “33 – Destino Dom Pedro II”, que foi readaptado pelo enredista Diego Araújo e será desenvolvido pelo carnavalesco Marco Antônio Falleiros.

O samba conferiu a escola, na época, o seu terceiro Estandarte de Ouro e o terceiro lugar no antigo Grupo 1B, fazendo com que retornasse ao Grupo Especial. Sobre a escolha, Marco Antônio declara: “O nosso enredo foi escolhido atendendo vários pedidos, tanto pela comunidade de Cavalcante, quanto pelo mundo do samba a dar uma releitura a um tema muito atual e crítico. Ele cria e recria o mundo das figuras que preenchem os vagões de um trem. E eu tenho certeza de que todos, um dia, já viveram essa experiência. Convido a todos a pegar o passe-livre e embarcar com a gente nessa viagem rumo a alegria”.

A Em Cima da Hora retorna a Série A do Carnaval carioca em 2021, na Marquês de Sapucaí.

O Caçados que traz Alegrias é o enredo da Porto da Pedra para 2021

A Unidos do Porto da Pedra divulgou, nesta sexta-feira, 26, seu enredo para o Carnaval 2021. O tema, de autoria da carnavalesca Annik Salmon, irá contar a história da Mãe Stella de Oxóssi, grande líder religiosa, defensora da cultura negra.

“Eu tive a ideia de escrever um enredo sobre ela no carnaval passado. No meio das pesquisas sobre baianas de acarajé, conheci a história de Mãe Stella de Oxóssi , que é baiana nascida em Salvador, uma grande líder religiosa , defensora da cultura negra , lutou contra discriminação de negros , pobres , mulheres e sempre valorizando o ser humano . Me apaixonei pela sua história e baseada numa frase dela : “o que não se escreve o tempo apaga”, não podia deixar de escrever um enredo sobre ela”, revelou Annik.

Vigário Geral contará a história da “Pequena África” na Marquês de Sapucaí em 2021

Através de uma live no seu perfil oficial, o Acadêmicos de Vigário Geral anunciou o seu enredo para o Carnaval 2021. “Pequena África: Da Escravidão ao Pertencimento – Camadas de Memórias entre o Mar e o Morro” será desenvolvido pelos Carnavalescos Alexandre Costa, Lino Sales e Marcus do Val. O tema será uma exaltação a região da Pequena África e toda sua população, reconhecimento de seu valor geográfico, urbano e artístico, enaltecendo suas raízes e seu pertencimento histórico-cultural.

O enredo apresentará a região do Centro do rio de Janeiro onde quase 1 milhão de negros escravizados chegaram ao Brasil, povoando toda a região, e mesmo diante de todas as dificuldades em uma nova terra, criaram instituições e culturas que se tornaram símbolos não só da cidade do Rio de Janeiro, mas todo o país, e cuja história estava soterrada por camadas de progresso.

É um enredo lindo que os nossos carnavalescos trouxeram para a nossa direção, fiquei emocionada. Um tema que será uma verdadeira homenagem a esse povo escravizado, que mesmo liberto, só conseguiu construir seu espaço na sociedade através de seu próprio e incansável esforço“, revelou a Presidente Betinha.

O Rio de Janeiro, como a exemplo da maioria das grandes metrópoles, desenvolveu-se a partir do porto. Porta de entrada da cidade, a Zona Portuária desempenhou um papel importante na história da construção da identidade do povo carioca sendo ponto de encontro de diferentes culturas. Esse passa a ser o ponto de partida de nossa viagem à Pequena África.