Lierj e Ação da Cidadania fazem doações para Escolas de Samba Mirins e casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira da Série A

Em mais uma demonstração de cuidado com todos que fazem parte do contexto de seu carnaval, a Diretoria da LIERJ (Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro)  entregou, na manhã desta segunda-feira (17), aos representantes do Projeto Bailado Solidário, os alimentos e produtos de higiene que foram doados pela ONG Ação da Cidadania e serão destinados aos casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, além de escolas de samba mirins, ligadas a agremiações da Série A.
– É um momento realmente complicado e quanto mais pudermos ajudar aqueles que mais precisam, será importante. Agradecemos aos parceiros da Ação da Cidadania e parabenizamos o Diogo Jesus pela iniciativa do projeto Bailado Solidário, que vai receber a doação – destacou Bruno Tetê, Diretor Social da Lierj.
Foram doadas 5 toneladas de alimentos e produtos de higiene, que serão entregues às escolas de samba mirins Nova Geração da Estácio, Infantes do Lins e Império do Futuro, além dos 15 casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira que representam os pavilhões das agremiações filiada à Lierj.

Mussum será o enredo da Lins Imperial para o próximo carnaval

Nós últimos carnavais, a Lins Imperial optou por fazer homenagens a personalidades do samba. Para o próximo carnaval, não será diferente. Com o enredo “Mussum pra sempris – traga o mé que hoje com a Lins vai ter muito samba no pé!”, a escola se propõe a homenagear Antônio Carlos Bernardes Gomes, o eterno Mussum.

Retornando ao Sambódromo, a agremiação aposta num enredo que mexa com o coração e a identidade da comunidade. Mussum, embora tenha levado consigo o nome da Mangueira, nasceu no Morro da Cachoeirinha, uma das comunidades do Complexo do Lins.

A escolha da homenagem a Antônio Carlos começou a ganhar mais força após Raphael Homem e Mateus Pranto, enredistas e diretores culturais da Lins Imperial, comentarem, em uma das lives do “De casa com a Lins”, sobre a importância da comunidade conseguir se identificar com o enredo proposto pela escola. “O retorno à Marquês de Sapucaí também pode significar o reencontro da agremiação com o seu público, sua gente”, explicou Raphael Homem.

Antônio Carlos nasceu na Cachoeirinha e, como tantas outras pessoas, aprendeu a se virar para sobreviver. “Mussum aprendeu a ter muitas faces, dividindo-se em muitas tarefas e as fazendo de forma exemplar”, disse Mateus Pranto.

A ideia é mostrar ao público as muitas facetas do grande artista que foi Antônio Carlos, muitas vezes ofuscado pelo Mussum, o trapalhão. “Será uma boa oportunidade, para quem acompanhou a sua trajetória, de matar a saudade do artista. Para a geração que o conheceu por meme, de aprender sobre a importância do artista para a música, para o cinema e para a televisão”, complementaram os diretores.

O enredo “Mussum pra sempris – traga o mé que hoje com a Lins vai ter muito samba no pé!” será desenvolvido pelos carnavalescos Eduardo Minucci e Rai Menezes.